segunda-feira, 23 de maio de 2011

Fluminense lança novo uniforme para o Brasileirão 2011

O Fluminense divulgou nesta quinta-feira (19) os uniformes que serão utilizados pela equipe no Brasileirão 2011. O uniforme número 1 tem como novidade a Taça Olímpica de 1949 bordada na barra e duas faixas brancas nas laterais da camisa.



A camisa branca tem detalhes em verde e grená nos ombros e costas. Além disso, os goleiros terão dois modelo, um azul e outro branco.

As novas camisas do tricolor carioca estarão a venda nas lojas oficiais do Fluminense, no final de maio, com preço de R$ 179,90.

Fluminense se acovarda no Paraguai e é eliminado pelo Libertad

Nem parecia um jogo válido pela oitavas de final da Libertadores. Mesmo com o Libertad precisando de uma vitória por dois gols de diferença para conseguir a classificação, o estádio Defensores del Chaco estava praticamente vazio nesta quarta-feira.

O problema é que o Fluminense não aproveitou tal tranquilidade e só se defendeu. Resultado? Perdeu por 3 a 0 para os donos da casa e foi eliminado da Libertadores.

Se fora de campo o clima era de tranquilidade devido ao pequeno número de torcedores do Libertad, dentro de campo o jogo começou quente. Em 15 minutos de bola rolando, o que se viu foi pouco futebol e uma certa violência por parte dos donos da casa. Primeiro com o argentino Pavlovich, que fez falta feia em Conca e foi punido com cartão amarelo. Depois com Canuto, que acertou uma cotovelada proposital em Fred e abriu o supercílio do capitão tricolor.

Mas, em desvantagem no confronto por conta da derrota por 3 a 1 no Engenhão, os paraguaios resolveram jogar bola e assustaram o Fluminense em duas oportunidades. Aos 19, numa cabeçada perigosa de Samudio que Ricardo Berna defendeu. Dois minutos depois, Gamarra arriscou de longe e obrigou goleiro tricolor a mandar para escanteio.

Aos 26, num lance aparentemente tranquilo e sem perigo, por pouco o time paraguaio não abre o placar. Dentro da área, Diguinho, ao invés de dar um chutão para fora, recuou para Ricardo Berna, que chutou em cima de Gamarra. A bola resvalou no atacante e bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.



Daí em diante, mesmo com menos posse de bola, aos poucos o Fluminense passou a ter mais volume de jogo e saiu do sufoco. Na única boa chance, Marquinho achou Rafael Moura na mesma linha da zaga do Libertad, mas o uruguaio Roberto Silveira se equivocou ao marcar impedimento.

Aos 42, na única jogada de perigo do Fluminense no primeiro tempo, Diogo quase marcou. Marquinho cobrou falta da esquerda e o volante cabeceou no travessão do goleiro Vargas.

O Fluminense voltou do intervalo com uma postura mais ofensiva e logo aos três minutos teve uma boa chance com Conca, mas o argentino chutou em cima de Canuto quando Fred entrava sozinho pela direita.

Aos oito, o Libertad deu o troco e assustou a torcida do Flu. Gamarra recebeu livre na área, chutou colocado, mas Ricardo Berna faz grande defesa e evitou o primeiro gol paraguaio.

O lance animou o Libertad, que partiu para cima. Aos dez, Bonet aproveitou um escorregão de Julio Cesar e cruzou da direita, a bola passou por Berna e Pavolovich, livre na pequena área, não conseguiu completar para o gol vazio.

Mas, aos 12 minutos, não teve jeito. Rojas, que acabara de entrar no lugar de Ayala, chutou forte da entrada da área, Ricardo Berna falhou e o Libertad abriu o placar.

Aos 27, o Fluminense teve a chance de empatar. Marquinho tabelou com Rafael Moura, fez grande jogada e deixou Fred na cara do gol, mas o capitão tricolor chutou por cima e desperdiçou sua melhor chance de gol na partida.

A classificação do Fluminense, que parecia praticamente encaminhada, fez água aos 40 minutos. Rojas cruzou, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Samudio que, de fora da área, acertou uma chute cruzado para fazer o segundo.

Completamente batido, o campeão brasileiro ainda sofreu o terceiro. Rojas, que mudou o jogo, fez ótima jogada pela direita e cruzou para Nuñez, aos 46, fazer o terceiro e decretar a classificação.

Após apagão, Fluminense abre dois gols de vantagem sobre Libertad


Assim como no Fla-Flu de domingo, a partida desta quinta-feira atrasou por mais de uma hora por falta de luz. Mas, desta vez, o torcedor do Fluminense voltou para casa feliz e com motivos de sobra para comemorar. Com uma vitória de 3 a 1 sobre o Libertad, do Paraguai, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, o atual campeão brasileiro pode até perder por 1 a 0, na próxima quarta-feira, em Assunção, que garantirá uma vaga nas quartas de final.

Eliminado no Campeonato Carioca pelo Flamengo na disputa de pênaltis, nas semifinais da Taça Rio, o time ganhou uma folga merecida nesta sexta-feira. Mas os jogadores treinarão nas Laranjeiras sábado e domingo antes do embarque para o Paraguai na próxima segunda-feira.


O apagão que atrasou o começo da partida por mais de uma hora não esfriou o time do Fluminense. Pelo contrário, a equipe começou a partida de forma avassaladora e logo, aos três minutos, abriu o placar. Marquinho cobrou escanteio pela esquerda, Edinho resvalou para o meia da área e Rafael Moura cabeceou para fazer 1 a 0.

O gol não intimidou o time paraguaio. Apesar de continuar com maior volume de jogo, o Fluminense recuou e deu campo para o Libertad, que quase empatou aos 16 minutos. Aos 16, Roja recebeu de Bonet da direita e deu excelente passe para em profundidade para Samudio, o lateral-esquerdo avançou e chutou rente à trave esquerda de Ricardo Berna.

Aos 31, a jogada mais bonita do primeiro tempo. Edinho deu um chutão para frente que encontrou Fred. O capitão, com categoria, tabelou com Rafael Moura, tirou o goleiro da jogada, mas a bola correu demais e saiu pela linha de fundo.

Aos 42, o time carioca perdeu o lateral-esquerdo Júlio César, que deixou o campo machucado e foi substituído por Fernando Bob, já que Carlinhos, o titular da posição, segue se recuperando de contusão no tornozelo esquerdo.

Mas apesar do problema inesperado, aos 45, por pouco o Fluminense não chega ao segundo, outra vez com Fred. Mariano cruzou na cabeça de Rafael Moura, o atacante tocou para o atacante, que, na marca do pênalti, chutou para fora, à esquerda de Vargas.

As duas equipes voltaram sem modificações para a segunda etapa, mas o panorama mudou e o campeão paraguaio voltou melhor. Apesar de não levar perigo ao gol de Ricardo Berna, o Libertad tinha mais volume de jogo e encurralava o Fluminense no seu campo.

O gol parecia questão de tempo. E em outra bobeada da zaga e do goleiro Ricardo Berna, que mais uma vez ficou no meio do caminho, o time paraguaio empatou. Aos 16 minutos, Monet cruzou e Gamarra se antecipou para escorar de cabeça e deixar tudo igual. Aos, 27, quando a torcida começava a vaiar o time, principalmente após a saída de Fernando Bob, Marquinhos arriscou de fora da área e fez o segundo para devolver a tranqüilidade ao Fluminense.

O torcedor do Flu ainda comemorava o gol de Marquinhos, quando Conca, numa cobrança de falta que ele mesmo sofreu, ampliou dois minutos depois para delírio dos 25 mil torcedores que compareceram ao Engenhão.

Flu contraria a matemática mais uma vez e se classifica na Libertadores

"A verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As vitórias dos outros são simples, quase sem graça (...) As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis (...) Vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos". O texto do dramaturgo tricolor Nelson Rodrigues não poderia descrever melhor a classificação heroica do Fluminense na noite desta quarta-feira, no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, na Argentina.

O Tricolor correu, lutou e brigou, literalmente, até o fim pela sua classificação para as oitavas de final da Libertadores. E mais uma vez, mostrou que nada é impossível - inclusive ter um pênalti controverso marcado a seu favor, contra os donos da casa, no fim da partida. Em uma de suas melhores atuações no ano, o clube das Laranjeiras derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2 e avançou para as oitavas de final na segunda colocação do Grupo 3, com oito pontos ganhos. A nota triste foi a briga generalizada após a partida.

Contrariando a matemática outra vez, o time de guerreiros mantém vivo sonho de conquistar a América. Na outra partida do grupo, Nacional-URU e América-MEX empataram por 0 a 0 em Montevidéu. Agora, o Tricolor encara o Libertad-PAR, e o primeiro jogo será na próxima quarta-feira, dia 27, no Engenhão.

Mas o clube das Laranjeiras não terá muito tempo para festejar. No domingo, enfrenta o Flamengo, às 16h (de Brasília), no mesmo estádio, pela semifinal da Taça Rio.

A missão já era complicada. O Fluminense precisava vencer o Argentinos Juniors, fora de casa, e ainda torcer por uma derrota do Nacional-URU diante do América-MEX, em Montevidéu. Em caso de empate, o Tricolor teria de triunfar por dois gols para chegar às oitavas. Momentos antes da decisão, o afastamento de Emerson por indisciplina parecia ser o ponto final de uma participação apagada do atual campeão brasileiro na principal competição sul-americana. A torcida tricolor até xingou o atacante no momento em que o time entrou em campo. Mas ainda faltavam 90 minutos e, quando a bola rolou, os guerreiros mostraram que não desistiriam assim tão facilmente.

Com Rafael Moura formando o ataque titular com Fred, o Fluminense se postava bem no campo de defesa e sempre saía com perigo e objetividade para o ataque. Mais recuado, Valencia formava com Gum e Edinho uma linha de três zagueiros. O domínio do meio-campo dava ao Tricolor total controle sobre a partida. E as chances não demoraram a aparecer. Enquanto o Argentinos Junios só tinha finalizado uma vez ao gol de Ricardo Berna, o clube das Laranjeiras já tinha criado três oportunidades para marcar, com Rafael Moura, Conca, em cobrança de falta e Mariano. Na melhor chance, Fred acertou a trave direita.

Tentando se impor na base da violência, os donos da casa abusavam das faltas duras. Neste momento, um filme passava na cabeça dos cerca de 800 tricolores que foram até a Argentina para incentivar o time. Em Montevidéu, há duas semanas, diante do Nacional-URU, o Fluminense apresentou uma incrivel superioidade na etapa inicial. Mas saiu derrotado por 2 a 0. Dessa vez, porém, o gol saiu logo. Após linda jogada com Marquinho pela esquerda, Julio Cesar saiu na frente de Navarro e apenas deslocou o goleiro para abrir o placar: 1 a 0, aos 17 minutos.

A festa da torcida brasileira durou apenas oito minutos. Após cruzamento na área, Berna ficou com a bola, mas o juiz Wilmar Roldán marcou pênalti alegando que Gum agarrou Salcedo. O zagueiro do Fluminense não reclamou. Na cobrança, o próprio Salcedo deslocou o goleiro tricolor para empatar.

O jogo tinha a cara da Libertadores: brigado, corrido e muito catimbado. Ao tentar cobrar um lateral, Mariano foi atingido por algum objeto atirado pela torcida argentina. Enquanto o jogador reclamava com a arbitragem e demorava a reiniciar a partida, os torcedores do Argentinos Juniors, enlouquecidos, se penduravam na grande que fica a cerca de dois metros do gramado e o xingavam de tudo que era possível. Fred, então, tratou de dar mais motivos para os donos da casa ficarem nervosos. Aos 39, o artilheiro soltou a bomba em cobrança de falta da intermediária e contou com a falha de Navarro para deixar o Tricolor novamente em vantagem.

Em desvantagem, o time da casa partiu para o ataque. E até teve duas boas chances. No último lance da etapa, o baixinho Niell, de apenas 1,63m, que marcou dois gols de cabeça na partida no Engenhão, tentou uma bicicleta da entrada da área e acertou a trave de Berna. A vantagem de um gol ainda não era suficiente para classificar o Fluminense, já que, em Montevidéu, Nacional-URU e América-MEX empatavam por 0 a 0.

Pênalti, gol, briga e milagre

O time argentino voltou do vestiário mais ofensivo: Troglio tirou o zagueiro Tórren e colocou o atacante Oberman em campo. Mas quem teve a primeira chance foi o Fluminense: Fred ajeitou de peito para Marquinho dentro da área e o apoiador foi deslocado na hora do chute, que acabou defendido por Navarro. O árbitro mandou o jogo seguir e deu apenas escanteio. Mesmo melhor na partida, o Tricolor acabou castigado aos nove minutos. Oberman, que tinha acabado de entrar, aproveitou um rebote na entrada da área e chutou. A bola desviou em Valencia e matou Ricardo Berna, que nada pode fazer: 2 a 2.

O gol abateu o time tricolor. O Argentinos Juniors podiam não criar grandes chances, mas passaram a ter o domínio da partida. Nervoso, o Fluminense via o time da casa rondar sua área. Até que aos 22 minutos foi a vez da sorte mudar de lado. Marquinho cobrou escanteio, Valencia cabeceou e Navarro espalmou. A bola sobrou para Rafael Moura com o goleiro caído à sua frente: 3 a 2 no placar e esperança renovada.

 Na área reservada aos visitantes, os tricolores começaram a cantar 'A benção João de Deus'. E Fred quase foi abençoado. Após cruzamento da direita, o camisa 9 ganhou no jogo de corpo e emendou um voleio para linda defesa de Navarro. Quando o cronômetro marcava 41 minutos, a partida entre Nacional-URU e América-MEX terminou empatada. Faltava uum só gol.

Mas João de Deus definitivamente estava na Argentina nesta quarta-feira. E ele viu Araújo lançar Edinho na área. O volante tentou driblar o goleiro Navarro e foi ao chão, em lance que o árbitro colombiano Wilmar Roldán interpretou como pênalti. Milagre. Fred pegou a bola. Chamou a responsabilidade. E não decepcionou a massa tricolor em Buenos Aires, no Rio e por todo o mundo. Com uma cobrança perfeita, no ângulo direito, ele decretou a classificação para as oitavas. Mais uma vez, o Fluminense contraria a matématica, pois avançou mesmo com apenas 8% de chances.

No fim, os argentinos mostraram que não sabem perder e partiram para a briga. A atitude contrariou a própria torcida, que aplaudiu a heroica classificação do Fluminense. Afinal, para o time de guerreiros, nada é impossível

domingo, 17 de abril de 2011

Primeiros passos - Nasce o Fluminense Football Club

Corria o ano de 1901 e o jovem Oscar Cox voltava da Suíça, onde estudou e aprendeu a gostar de futebol. Na chegada ao Brasil foi o principal responsável pela implantação do esporte no país. Em 1 de agosto de 1901, o primeiro time formado por Oscar Cox e seus companheiros partiu para Niterói para enfrentar uma equipe formada por ingleses. Sua principal realização, porém, aconteceu na data de 21 de julho de 1902, quando, junto com mais vinte integrantes, fundou o Fluminense Football Club, em uma reunião na Rua Marquês de Abrantes, 51 – então residência de Horácio da Costa Santos.

O nome Fluminense surgiu naturalmente, sem maiores debates ou discordâncias, apesar de a ideia inicial ter recaído sobre Rio Football Club. Acabou prevalecendo Fluminense, derivado do latim "flūmen", que significa "rio". O termo também é usado para se referir aos nativos do estado do Rio de Janeiro ("Flūmen Januarii", em latim)

Graças ao pioneirismo e espírito empreendedor de Oscar Cox, que implantou, difundiu e popularizou o futebol fundando do Fluminense Football Club, o primeiro clube de futebol do Brasil, o esporte bretão se tornou uma paixão entre os brasileiros. Desde esta época o Fluminense já cumpria o seu papel de protagonista no futebol brasileiro promovendo o esporte com iniciativas pioneiras, como a promoção de partidas beneficentes.

O primeiro jogo do Fluminense Football Club foi disputado em 19 de outubro de 1902, contra o Rio Football Club, no campo do Payssandu, a primeira goleada: Fluminense 8 a 0. Em 6 de setembro de 1903, aconteceu a estreia em jogos interestaduais, com três jogos no campo do Velódromo, em São Paulo. O escrete carioca somou um empate e duas vitórias.

O público, sempre crescente, manifestava seu entusiasmo pelo futebol, o que contribuiu para o surgimento de novos clubes, fazendo, inclusive, com que em 1910 tivessem início os confrontos entre os combinados carioca e paulista. Anos mais tarde, graças à fidalguia e ao pioneirismo Tricolor, foi convocada a primeira Seleção Brasileira.

Oscar Cox, Mário Frias e C. Robinson assinavam os cartões de convocação aos interessados na reunião do dia 30 de novembro de 1901, que trataria da fundação do Rio Football Club, aquele que seria o primeiro clube da cidade exclusivo para a prática do esporte trazido da Inglaterra. Mas a ideia fracassou.

No ano seguinte, após um confronto entre os combinados do Rio e de São Paulo, na capital paulista, em que Oscar Cox deixou fora da equipe um inglês do Paissandu Atlético Clube, o barrado Mr. Makintosh, ao lado do brasileiro João Ferreira, apropriou-se do nome Rio FC e fundou o clube no dia 12 de julho.

Por isso, a convocação de Cox desta vez foi mais incisiva. O bilhete postal enviado por Álvaro Costa trazia o seguinte texto: Fluminense Foot-Ball Club. Segunda-feira, 21 do corrente, às 8 1/2 horas da noite, haverá uma reunião na Rua Marquês de Abrantes nº 51, a fim de tratar-se da fundação deste club. Assinado: "A Comissão".

Os 20 participantes foram considerados sócios fundadores, "sem direito a regalias", e aclamaram Oscar Cox presidente. Assinaram a lista de presença, nesta ordem: Horácio Costa Santos (dono da casa), Mário Rocha, Walter Schuback, Félix Frias, Mário Frias, Heráclito de Vasconcellos, Oscar A. Cox, João Carlos de Mello, Domingos Moitinho, Louis da Nóbrega Júnior, Arthur Gibbons, Virgílio Leite, Manoel Rios, Américo da Silva Couto, Eurico de Moraes, Victor Etchegaray, A. C. Mascarenhas, Álvaro Drolhe da Costa, Júlio de Moraes e A. H. Roberts. A missão passara a ser encontrar um campo para jogar.

O Fluminense Football Club foi fundado na casa de Horácio da Costa Santos, na rua Marquês de Abrantes, número 51, no Rio de Janeiro. A sessão de fundação, realizada em 21 de julho de 1902, foi presidida por Manoel Rios e secretariada por Oscar Cox e Américo Couto. Oscar Cox foi escolhido o primeiro presidente do clube a partir da proposta de João Carlos de Mello e Virgílio Leite. Dessa maneira, Manoel Rios tornou-se secretário da entidade. Em 17 de outubro deste mesmo ano o clube já estava instalado em Laranjeiras, bairro nobre do Rio de Janeiro.

O Fluminense foi o primeiro clube a ser criado no futebol carioca, sendo o mais antigo entre os grandes clubes brasileiros, considerando a prática do futebol. Inicialmente, o time de futebol utilizava uniforme nas cores branco e cinza. Todos os seus fundadores eram cariocas, mas nos primeiros anos, entre os seus sócios, havia vários estrangeiros, em sua maioria britânicos e alemães.

Em 15 de julho de 1904, após Assembleia Geral Extraordinária, o Fluminense trocou a camisa anterior pela tricolor. Passou a adotar as três cores presentes no hino composto por Lamartine Babo: verde, branco e grená, que passaram a ser as cores oficiais do clube até hoje. A primeira camisa tricolor do Fluminense foi criada em 1905,[11] com o Flu tendo disputado a primeira partida com a sua tradicional camisa em 7 de maio de 1905, em um amistoso no qual venceu o Rio Cricket por 7 a 1

O Fluminense Football Club obteve sua primeira sede no dia 17 de outubro de 1902. A instalação inicial do clube tinha como endereço a Rua Guanabara, a atual Pinheiro Machado, esquina com a Rua do Roso, a atual Coelho Netto, no bairro carioca de Laranjeiras. O Fluminense alugava o terreno do Banco da República por cem mil réis. Porém, a primeira opção dos fundadores do Fluminense, era um terreno na Rua Dona Mariana, mas a proposta foi recusada pelo proprietário.


Só um ano mais tarde o terreno foi nivelado. Na época, a máquina niveladora e a de cortar grama eram puxadas por um burro. Para preservar o trabalho já feito, o animal era sempre cuidadosamente calçado com luvas de veludo nas quatro patas. "Faísca" ficou então famoso e conhecido como o "burro mais elegante do Rio de Janeiro".

Mais tarde o terreno foi comprado por Eduardo Guinle e imediatamente começaram as obras para a construção da sede. Antes ela era uma pequena casa branca que servia de moradia para o vigia. Após a instalação de água e banheiro, o Fluminense já pagava o dobro do aluguel.

Em 14 de agosto de 1904, foi realizado o primeiro jogo interestadual no campo da Rua Guanabara, contra o Paulistano. Este foi o jogo inaugural da nova praça de esportes no Rio de Janeiro e a diretoria do Fluminense mandou construir uma pequena arquibancada de madeira para acomodar o público, cobrando os primeiros ingressos para um jogo de futebol. Além dos sócios do Fluminense e convidados presentes, foram 806 cartões passados pelos sócios e 190 entradas vendidas a não-sócios na bilheteria, com o ingresso custando 2$000 e uma renda apurada de 1:992$000.

Em 1905, Eduardo Guinle construiu, por sua conta, a primeira arquibancada em campos de futebol do Rio de Janeiro. Concluído este melhoramento, o aluguel triplicou novamente. Neste mesmo ano, mediante empréstimo feito entre os sócios, foi demolida a primeira sede e construída a segunda.

A inauguração da terceira sede, em 27 de julho de 1915, foi muito comemorada, culminando com um baile no rink de patinação, quando foi entoado o primeiro hino do Fluminense, de autoria de Paulo Coelho Netto.

Ainda em 1915, o presidente Cunha Freire construiu arquibancada privativa para os sócios e suas famílias. O plano de expansão foi completado com a construção de um novo rink, aquisição de mobiliários, instalação elétrica, aumento das arquibancadas e construção das gerais.

Em 1918, começam as reformas que vão dar origem à quarta sede do Fluminense. As obras terminam em 1920, sob presidência de Arnaldo Guinle, que contratou o arquiteto catalão Hippolyto Pujol para projetar as dependências. Com vitrais franceses e lustres de cristal, o Salão Nobre se tornou palco de muitos shows, bailes, desfiles, óperas e balé. Ainda hoje é muito utilizado para festas, reuniões e gravação de filmes como Anos Dourados, Dona Flor e seus dois maridos, Villa Lobos, telenovelas e comerciais. A sede é própria e hoje é tombada pelo patrimônio histórico.

Em 1961, a pedido da prefeitura e do Governo Estadual, parte de seu terreno foi desapropriado pela SURSAN (Superintendência de Urbanização e Saneamento) para ampliação da Rua Pinheiro Machado - uma área de 1.084m² -, que culminou com a demolição de uma parte da arquibancada. O Governo indenizou o clube pela perda de seu patrimônio e o Fluminense prestava novamente à cidade um serviço relevante, mesmo tendo um enorme prejuízo esportivo com esta medida.
1902-1911: Pioneirismo

Representação do Primeiro uniforme em 1903.

Representação do uniforme tricolor em 1910.

Após introduzir o futebol no Rio de Janeiro de forma organizada, Oscar Cox[13] e mais dezenove entusiastas fundaram o Fluminense Football Club em 21 de Julho de 1902. A primeira partida oficial realizou-se no campo do Paysandu Cricket Club, quando o Fluminense venceu o Rio Football Club por 8 a 0 em 19 de outubro de 1902.

Em setembro de 1903, o Fluminense fez a sua estreia em jogos inter-estaduais, disputando três jogos na capital paulista. Após enfrentar quatorze horas de viagem, dirigiu-se à campo para enfrentar o Sport Club Internacional, empatando de 0 a 0 no dia 6. Já descansado, no dia 8 daquele mês, derrotou o Club Athletico Paulistano por 2 a 1 no dia 7 e o São Paulo Athletic por 3 a 0.

No fim deste mesmo ano o Fluminense começou os esforços para fundar a Liga Carioca, o que se concretizou no dia 8 de Junho de 1905.

O Fluminense promoveu a visita do Club Athletico Paulistano em julho de 1905, tendo disputado duas partidas, nos dias 14 e 16, vencendo o primeiro jogo por 2 a 0 e perdendo o segundo por 3 a 2, com cerca de 2.500 pessoas assistindo cada partida, contando inclusive com a presença do Presidente da República, Rodrigues Alves. Presidentes da República durante décadas compareceriam aos grandes eventos no Fluminense e alguns deles foram associados deste clube.

Em 22 de outubro de 1905, aconteceu a primeira partida entre Fluminense e Botafogo, data esta que marca o clássico de futebol mais antigo do Brasil, o Clássico Vovô. Nesta ocasião, o Fluminense venceu por 6 a 0.[14]

A primeira partida da história do Campeonato Carioca deu-se no dia 3 de Maio de 1906, quando o Fluminense derrotou o Payssandu por 7 a 1 em Laranjeiras, perante cerca de 1.000 torcedores elegantemente trajados, seguindo o padrão desta época.

Entre 1906 e 1911, o Fluminense dominou amplamente o futebol carioca, vencendo 5 dos 6 primeiros campeonatos. Nestes seis primeiros campeonatos, o Fluminense obteve 43 vitórias, 5 empates e apenas 4 derrotas, com 217 gols pró e 49 contra. Em 1907, quando terminou o campeonato empatado em pontos com o Botafogo, tinha o melhor saldo de gols no campeonato e no confronto direto, tendo sido ainda campeão invicto em 1908, 1909 e 1911, neste último sem perder nenhum ponto.

Em 1911, Edwin Cox, um de seus principais jogadores, e seu cunhado, o alemão Bruno Schuback, deixaram o clube para defender o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, para onde levaram também elevados conceitos de organização, implantando algumas modificações no clube gaúcho. No final deste ano, mais nove de seus titulares saíram do clube após grave cisão, indo fundar o departamento de futebol do Flamengo.[15] Neste ano o Fluminense, torna-se o primeiro clube do Brasil, a contratar um técnico profissional por longo prazo, o inglês Charles Williams, recrutado em Londres. Em 1907, o escocês Jock Hamilton havia sido contratado pelo Paulistano para treinar os seus times por apenas 3 meses, após o que retornou ao seu Fulham FC.

1912-1924: Tricampeonato e demonstrações de patriotismo


Enfraquecido, o Fluminense ainda encontrou forças para vencer o primeiro Fla-Flu por 3 a 2,[16][17] mas já não tinha mais o forte elenco do período anterior, só voltando a conquistar um título expressivo em 1917.

No ano de 1914, o America, campeão carioca de 1913, sofreu uma crise em alguns pontos semelhantes à do Fluminense em 1911, pois setenta ex-americanos, entre jogadores e sócios, resolveram abandonar o clube, e escolheram o Fluminense como o clube a ser adotado. Neste mesmo ano, a Seleção Brasileira faz o primeiro jogo de sua história, no campo do Fluminense, derrotando o Exeter City, da Inglaterra por 2 a 0, com o tricolor Oswaldo Gomes fazendo o primeiro gol da história da Seleção, com cerca de 10.000 pessoas comparecendo ao campo do Fluminense, com a maioria assistindo o jogo de pé.

Ainda em 1914, o Fluminense criou o Departamento de Futebol Infantil, com 30 meninos oriundos do Sport Club Curufaity, que antes disto tinham pertencido ao Club Atlético Guanabara, e que tinham entre 7 e 12 anos. Em 1917 permaneceram apenas 3 garotos do time campeão Infantil de Primeiros Quadros de 1916, por conta de terem estourado a idade limite , ano em que o Infantil do Fluminense tinha 110 jogadores em todas os seus quadros do Infantil. Campeões de primeiros-quadros em 1916 e do Torneio Início em 1916 e 1917, bicampeões de segundos-quadros em 1916 e 1917, tiveram as atividades encerradas em 1918, por conta da falta de campo para jogar, já que o Estádio de Laranjeiras encontrava-se em construção, interditando o antigo Campo da rua Guanabara, que ficava no mesmo local.

Em 1915, o Fluminense amplia significativamente a sua sede, incluindo um aumento da capacidade de suas arquibancadas para 5.000 pessoas, e o Clube Atlético Paulistano, cujos ideais eram iguais aos seus, considera como sócios-temporários os sócios do Fluminense de passagem por São Paulo.

O Triênio de 1917 a 1919 foi repleto de acontecimentos significativos. Em 2 de outubro, a Confederação Sul-Americana de Futebol indicou o Brasil como sede do Campeonato Sul-Americano de Seleções de 1918. Como o governo brasileiro não tinha condições de realizar um evento de tal magnitude, recorreu ao Fluminense, que contraiu vultoso empréstimo junto ao Banco do Brasil, além de receber grandes contribuições de seus abastados sócios e de seus torcedores. Em função da epidemia de Gripe Espanhola em vários países da América do Sul, este campeonato acabou sendo transferido para o ano de 1919. Finalmente, no dia 11 de Maio deste ano, o Estádio de Laranjeiras,[18] com capacidade prevista para 18.000 espectadores era inaugurado na vitória da Seleção do Brasil sobre a do Chile por 6 a 0, e logo no primeiro jogo a lotação atingiu a marca de 25.000 pessoas.

O Fluminense foi tricampeão carioca em 1917, 1918 e 1919 [19] tendo disputado 54 partidas nestes campeonatos, vencendo 44, empatando 5 e perdendo apenas 5, fazendo 178 gols e sofrendo 56, o mesmo número de gols marcados por seu artilheiro Henry Welfare neste período.

Segundo o historiador Thomaz Mazzoni, em seu livro História do futebol no Brasil, na parte referente ao ano de 1919, por conta das desavenças entre o Fluminense e o Paulistano, o primeiro declarado campeão da Taça Ioduran 1919 por desistência do Paulistano em enfrentar o Fluminense em razão de divergências entre as ligas carioca e paulista, com o Tricolor vencendo por W. O. em 27 de agosto,[20] e o segundo que se julgava no direito de ficar com ela por ter sido o campeão do ano anterior (a posse era transitória), a taça acabou indo para o Museu do Ipiranga, na cidade de São Paulo, como solução de conciliação.

Nos Jogos Olímpicos de 1920, o atleta tricolor Afrânio Antônio da Costa ganhou a primeira medalha olímpica da história para o Brasil, ao levar a medalha de prata na competição de tiro. Ainda neste dia, Afrânio e o também atleta tricolor, Guilherme Paraense, fizeram parte da equipe brasileira que conquistou a medalha de bronze por equipes na modalidade tiro-livre-pistola ou revólver, tendo ainda nesta Olimpíada Guilherme Paraense conquistado a primeira medalha de ouro para o Brasil.

Ainda em 1920, o Fluminense trouxe para o Brasil o técnico de basquete norte-americano, de Ohio, Fred Brown, de uma Associação Cristã de Moços daquele país, que criou um curso formador de técnicos e implantou bases para a organização deste esporte no Brasil, tendo sido inclusive o primeiro técnico da Seleção Brasileira de Basquete e conquistado o primeiro título disputado por esta seleção, os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, tendo o Fluminense contribuído com cinco atletas nesta ocasião.

Em 1922 o Fluminense, sem contar com o apoio do governo brasileiro que prometeu dividir os custos das competições e sem que este tenha cumprido a sua promessa, promoveu o Campeonato Sul-Americano de Seleções e os Jogos Olímpicos Latino-Americanos, um dos jogos precursores dos Jogos Pan-Americanos, como os grandes eventos comemorativos do Centenário da Independência do Brasil. Os altos custos na adaptação de sua sede se refletiu nos resultados do futebol durante muitos anos, já que o Fluminense após ganhar o Campeonato Carioca de 1924 só iria conquistá-lo novamente em 1936. Na campanha vencedora de 1924, o tricolor obteve 12 vitórias, apenas um empate e uma derrota, fez 54 gols e sofreu 19, e com seu artilheiro Nilo marcando 28 vezes. Entre muitas outras melhorias realizadas no clube em 1922, o Estádio de Laranjeiras foi ampliado para receber 25.000 espectadores.

Praticado no Brasil desde a segunda metade da Década de 1910, o Voleibol começou a se organizar no Brasil em 1923, pela iniciativa do Fluminense em promover um torneio aberto reunindo os clubes filiados à Liga Metropolitana de Desportos Terrestres.

1925-1935: As primeiras taças internacionais e o início da era profissional

Taça Vulcain

Apesar de não conquistar tantos títulos relevantes no futebol neste período, numa época em que São Cristóvão e Bangu despontavam junto com America, Botafogo, Flamengo e Vasco, o Fluminense sagrou-se vice-campeão estadual em 1925, 1927 e 1935, além de conquistar o Torneio Início em 1924, 1925 e 1927 e o Torneio Aberto em 1935, manteve-se entre os melhores nesta época, quando a sua pior colocação foi o quinto lugar em 1934.

No dia 15 de julho de 1928, o Fluminense realizou amistoso (vitória tricolor por 4 a 1) em seu estádio contra o Sporting Club de Portugal. Os fatos relevantes desta partida, é que esta foi a primeira vez que este grande clube português usou a sua camisa com listras horizontais em verde e branco, que viria a ser seu uniforme tradicional nos anos seguintes, além do tricolor ter conquistado com esta vitória a sua primeira taça internacional, a Taça Vulcain (conquistaria a segunda novamente contra o Sporting, 14 dias depois, agora na vitória por 3 a 2 em jogo com um pouco menos de público, por conta da chuva), com o Estádio de Laranjeiras completamente lotado, tendo o clube colocado mais 2.000 cadeiras na pista de atletismo para atender a enorme demanda de público, que queria assistir ao confronto do Tricolor contra um grande representante do país que até 106 anos atrás ainda era o colonizador do Brasil, partida esta que teve grandes demonstrações de patriotismo, que incluíram desfiles de bandas, notadamente as militares, além de homenagens recíprocas entre os clubes envolvidos.

No dia 9 de março de 1930, um grave acidente de trem ocorrido quando o Fluminense retornava de um amistoso contra a Seleção da cidade de Teresópolis (RJ), matou o zagueiro gaúcho Jorge Tavares Py quando este tentou acionar os freios do vagão em que se encontrava para tentar minimizar os efeitos do acidente e causando ferimentos em todos os outros jogadores do Fluminense. Ainda assim, honrando a sua camisa, o clube levou a termo os seus compromissos naquele ano mesmo tendo um desempenho apenas satisfatório em seus jogos.

Na Copa do Mundo de 1930, Preguinho, o primeiro capitão da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, marcou também o primeiro gol brasileiro nesta competição.

Em 1933, o Fluminense foi o principal articulador do profissionalismo no futebol brasileiro, o que redundou em muitas reações fortes, com vários clubes se posicionando contra, o que ocasionou várias divisões de ligas entre profissionais e amadoras, em vários estados do Brasil, antes que esta tese vencesse e se implantasse definitivamente neste país.

No ano de 1935, o Fluminense contratou 11 jogadores da Seleção Paulista que era bicampeã do Campeonato Brasileiro de Seleções estaduais, a principal competição de futebol durante décadas no Brasil. Não satisfeito, durante os anos que se passaram, juntaram-se aos paulistas outros jogadores de diversas origens e futebol refinadíssimo, como Brant, Russo, Hércules, Pedro Amorim, Carreiro e o artilheiro argentino Rongo (que defendia o River Plate), formando um dos melhores times de sua história.

Neste mesmo ano de 1935 o Fluminense conquistou o Torneio Aberto, competição que tinha este nome pois além dos times profissionais, possibilitava a participação de times amadores, ao vencer o América na final por 3 a 1. Cabe lembrar que nesta época havia duas ligas no futebol do Rio, uma profissional, liderada pelo Fluminense e outra amadora, liderada pelo Botafogo, que sagrou-se tetracampeão carioca com 3 títulos conquistados nesta outra liga. O Torneio Aberto era uma oportunidade de times das duas ligas medirem forças e uma tentativa dos clubes profissionais atraírem os amadores, o que acabou acontecendo em 1937 , com a pacificação do futebol carioca.

sábado, 16 de abril de 2011

Fluminense perto do Título


Amigos, Fluminense e Americano já se enfrentaram 82 vezes. O Tricolor venceu 44, empatou 23, e perdeu 15. Houve 138 gols do Fluminense contra 74 gols do Americano.

Os jogos mais importantes se deram em 2002, quando os dois clubes decidiram o Campeonato Carioca.

O tricolor pode até assumir a liderança do grupo B caso vença e o Botafogo perca o clássico diante do Flamengo. O Flu tem 11 pontos, empatado com o Botafogo, mas o saldo alvinegro é melhor. O líder do grupo é o Olaria, com 14 pontos, mas com um jogo a mais.

Para assistir Fluminense x Americano ao vivo, basta clicar nos links (ou canais) que vai aparecer minutos antes de começar no jogo.

Confira a lista completa de jogos:
11/09/1921 - Americano 1 x 3 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
16/05/1954 - Americano 3 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
10/04/1959 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
18/04/1976 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
24/07/1976 - Fluminense 2 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
13/04/1977 - Fluminense 1 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
09/06/1977 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
04/09/1977 - Americano 0 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
29/03/1978 - Fluminense 0 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
11/02/1979 - Americano 2 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
25/04/1979 - Fluminense 4 x 3 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/06/1979 - Americano 1 x 4 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
28/07/1979 - Fluminense 2 x 0 Americano - Marechal Hermes (Rio de Janeiro)
24/10/1979 - Fluminense 3 x 2 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
06/07/1980 - Americano 1 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
19/10/1980 - Americano 0 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
29/10/1980 - Fluminense 1 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
31/05/1981 - Americano 2 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
19/08/1981 - Fluminense 1 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/10/1981 - Americano 0 x 3 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
19/08/1982 - Fluminense 5 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/10/1982 - Americano 0 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
24/07/1983 - Americano 0 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
08/10/1983 - Fluminense 1 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
29/07/1984 - Americano 0 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
27/10/1984 - Fluminense 1 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
25/09/1985 - Fluminense 2 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
20/10/1985 - Americano 0 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
06/04/1986 - Fluminense 2 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
18/05/1986 - Americano 1 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
11/03/1987 - Fluminense 1 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
29/04/1987 - Americano 2 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
20/03/1988 - Fluminense 0 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
01/05/1988 - Americano 1 x 5 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
11/06/1988 - Fluminense 2 x 3 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/02/1989 - Fluminense 0 x 2 Americano - Moça Bonita (Rio de Janeiro)
30/04/1989 - Americano 1 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
07/03/1990 - Fluminense 3 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
22/04/1990 - Americano 1 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
28/08/1991 - Americano 0 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
06/10/1991 - Fluminense 0 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
23/07/1992 - Fluminense 3 x 0 Americano - Luso-Brasileiro (Rio de Janeiro)
26/07/1992 - Americano 1 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
02/09/1992 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
19/11/1992 - Fluminense 1 x 2 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
25/02/1993 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
13/05/1993 - Fluminense 1 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
02/02/1994 - Fluminense 0 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
08/12/1994 - Americano 0 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
10/12/1994 - Fluminense 1 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
01/02/1995 - Fluminense 4 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
02/03/1995 - Americano 0 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
31/03/1996 - Americano 1 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
29/05/1996 - Fluminense 5 x 0 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
16/02/1997 - Americano 1 x 3 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
23/04/1997 - Americano 0 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
24/05/1997 - Fluminense 1 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
15/03/1998 - Fluminense 1 x 1 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
26/04/1998 - Americano 1 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
07/03/1999 - Americano 1 x 5 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
25/04/1999 - Fluminense 2 x 3 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
01/12/1999 - Americano 1 x 1 Fluminense - Ari de Oliveira (Campos)
04/12/1999 - Fluminense 4 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
06/12/1999 - Fluminense 2 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
08/04/2000 - Fluminense 2 x 3 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
17/05/2000 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
24/02/2001 - Fluminense 1 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
31/03/2001 - Fluminense 1 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
14/03/2002 - Fluminense 1 x 2 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
30/03/2002 - Fluminense 2 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
18/05/2002 - Americano 3 x 1 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
23/06/2002 - Fluminense 2 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/06/2002 - Fluminense 3 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
26/02/2003 - Fluminense 3 x 3 Americano - Laranjeiras (Rio de Janeiro)
14/02/2004 - Fluminense 2 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
21/03/2004 - Fluminense 2 x 2 Americano - Moça Bonita (Rio de Janeiro)
27/03/2004 - Fluminense 3 x 1 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
27/01/2005 - Americano 2 x 0 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
21/01/2006 - Americano 2 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
01/04/2007 - Americano 1 x 0 Fluminense - Moça Bonita (Rio de Janeiro)
15/03/2008 - Fluminense 2 x 0 Americano - Maracanã (Rio de Janeiro)
12/02/2009 - Americano 1 x 2 Fluminense - Godofredo Cruz (Campos)
10/04/2011 - Americano 1 x 5 Fluminense - Claúdio Moacir (Rio de Janeiro)