O Fluminense divulgou nesta quinta-feira (19) os uniformes que serão utilizados pela equipe no Brasileirão 2011. O uniforme número 1 tem como novidade a Taça Olímpica de 1949 bordada na barra e duas faixas brancas nas laterais da camisa.
A camisa branca tem detalhes em verde e grená nos ombros e costas. Além disso, os goleiros terão dois modelo, um azul e outro branco.
As novas camisas do tricolor carioca estarão a venda nas lojas oficiais do Fluminense, no final de maio, com preço de R$ 179,90.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Fluminense se acovarda no Paraguai e é eliminado pelo Libertad
Nem parecia um jogo válido pela oitavas de final da Libertadores. Mesmo com o Libertad precisando de uma vitória por dois gols de diferença para conseguir a classificação, o estádio Defensores del Chaco estava praticamente vazio nesta quarta-feira.
O problema é que o Fluminense não aproveitou tal tranquilidade e só se defendeu. Resultado? Perdeu por 3 a 0 para os donos da casa e foi eliminado da Libertadores.
Se fora de campo o clima era de tranquilidade devido ao pequeno número de torcedores do Libertad, dentro de campo o jogo começou quente. Em 15 minutos de bola rolando, o que se viu foi pouco futebol e uma certa violência por parte dos donos da casa. Primeiro com o argentino Pavlovich, que fez falta feia em Conca e foi punido com cartão amarelo. Depois com Canuto, que acertou uma cotovelada proposital em Fred e abriu o supercílio do capitão tricolor.
Mas, em desvantagem no confronto por conta da derrota por 3 a 1 no Engenhão, os paraguaios resolveram jogar bola e assustaram o Fluminense em duas oportunidades. Aos 19, numa cabeçada perigosa de Samudio que Ricardo Berna defendeu. Dois minutos depois, Gamarra arriscou de longe e obrigou goleiro tricolor a mandar para escanteio.
Aos 26, num lance aparentemente tranquilo e sem perigo, por pouco o time paraguaio não abre o placar. Dentro da área, Diguinho, ao invés de dar um chutão para fora, recuou para Ricardo Berna, que chutou em cima de Gamarra. A bola resvalou no atacante e bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.
Daí em diante, mesmo com menos posse de bola, aos poucos o Fluminense passou a ter mais volume de jogo e saiu do sufoco. Na única boa chance, Marquinho achou Rafael Moura na mesma linha da zaga do Libertad, mas o uruguaio Roberto Silveira se equivocou ao marcar impedimento.
Aos 42, na única jogada de perigo do Fluminense no primeiro tempo, Diogo quase marcou. Marquinho cobrou falta da esquerda e o volante cabeceou no travessão do goleiro Vargas.
O Fluminense voltou do intervalo com uma postura mais ofensiva e logo aos três minutos teve uma boa chance com Conca, mas o argentino chutou em cima de Canuto quando Fred entrava sozinho pela direita.
Aos oito, o Libertad deu o troco e assustou a torcida do Flu. Gamarra recebeu livre na área, chutou colocado, mas Ricardo Berna faz grande defesa e evitou o primeiro gol paraguaio.
O lance animou o Libertad, que partiu para cima. Aos dez, Bonet aproveitou um escorregão de Julio Cesar e cruzou da direita, a bola passou por Berna e Pavolovich, livre na pequena área, não conseguiu completar para o gol vazio.
Mas, aos 12 minutos, não teve jeito. Rojas, que acabara de entrar no lugar de Ayala, chutou forte da entrada da área, Ricardo Berna falhou e o Libertad abriu o placar.
Aos 27, o Fluminense teve a chance de empatar. Marquinho tabelou com Rafael Moura, fez grande jogada e deixou Fred na cara do gol, mas o capitão tricolor chutou por cima e desperdiçou sua melhor chance de gol na partida.
A classificação do Fluminense, que parecia praticamente encaminhada, fez água aos 40 minutos. Rojas cruzou, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Samudio que, de fora da área, acertou uma chute cruzado para fazer o segundo.
Completamente batido, o campeão brasileiro ainda sofreu o terceiro. Rojas, que mudou o jogo, fez ótima jogada pela direita e cruzou para Nuñez, aos 46, fazer o terceiro e decretar a classificação.
O problema é que o Fluminense não aproveitou tal tranquilidade e só se defendeu. Resultado? Perdeu por 3 a 0 para os donos da casa e foi eliminado da Libertadores.
Se fora de campo o clima era de tranquilidade devido ao pequeno número de torcedores do Libertad, dentro de campo o jogo começou quente. Em 15 minutos de bola rolando, o que se viu foi pouco futebol e uma certa violência por parte dos donos da casa. Primeiro com o argentino Pavlovich, que fez falta feia em Conca e foi punido com cartão amarelo. Depois com Canuto, que acertou uma cotovelada proposital em Fred e abriu o supercílio do capitão tricolor.
Mas, em desvantagem no confronto por conta da derrota por 3 a 1 no Engenhão, os paraguaios resolveram jogar bola e assustaram o Fluminense em duas oportunidades. Aos 19, numa cabeçada perigosa de Samudio que Ricardo Berna defendeu. Dois minutos depois, Gamarra arriscou de longe e obrigou goleiro tricolor a mandar para escanteio.
Aos 26, num lance aparentemente tranquilo e sem perigo, por pouco o time paraguaio não abre o placar. Dentro da área, Diguinho, ao invés de dar um chutão para fora, recuou para Ricardo Berna, que chutou em cima de Gamarra. A bola resvalou no atacante e bateu na trave antes de sair pela linha de fundo.
Daí em diante, mesmo com menos posse de bola, aos poucos o Fluminense passou a ter mais volume de jogo e saiu do sufoco. Na única boa chance, Marquinho achou Rafael Moura na mesma linha da zaga do Libertad, mas o uruguaio Roberto Silveira se equivocou ao marcar impedimento.
Aos 42, na única jogada de perigo do Fluminense no primeiro tempo, Diogo quase marcou. Marquinho cobrou falta da esquerda e o volante cabeceou no travessão do goleiro Vargas.
O Fluminense voltou do intervalo com uma postura mais ofensiva e logo aos três minutos teve uma boa chance com Conca, mas o argentino chutou em cima de Canuto quando Fred entrava sozinho pela direita.
Aos oito, o Libertad deu o troco e assustou a torcida do Flu. Gamarra recebeu livre na área, chutou colocado, mas Ricardo Berna faz grande defesa e evitou o primeiro gol paraguaio.
O lance animou o Libertad, que partiu para cima. Aos dez, Bonet aproveitou um escorregão de Julio Cesar e cruzou da direita, a bola passou por Berna e Pavolovich, livre na pequena área, não conseguiu completar para o gol vazio.
Mas, aos 12 minutos, não teve jeito. Rojas, que acabara de entrar no lugar de Ayala, chutou forte da entrada da área, Ricardo Berna falhou e o Libertad abriu o placar.
Aos 27, o Fluminense teve a chance de empatar. Marquinho tabelou com Rafael Moura, fez grande jogada e deixou Fred na cara do gol, mas o capitão tricolor chutou por cima e desperdiçou sua melhor chance de gol na partida.
A classificação do Fluminense, que parecia praticamente encaminhada, fez água aos 40 minutos. Rojas cruzou, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Samudio que, de fora da área, acertou uma chute cruzado para fazer o segundo.
Completamente batido, o campeão brasileiro ainda sofreu o terceiro. Rojas, que mudou o jogo, fez ótima jogada pela direita e cruzou para Nuñez, aos 46, fazer o terceiro e decretar a classificação.
Após apagão, Fluminense abre dois gols de vantagem sobre Libertad
Assim como no Fla-Flu de domingo, a partida desta quinta-feira atrasou por mais de uma hora por falta de luz. Mas, desta vez, o torcedor do Fluminense voltou para casa feliz e com motivos de sobra para comemorar. Com uma vitória de 3 a 1 sobre o Libertad, do Paraguai, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores, o atual campeão brasileiro pode até perder por 1 a 0, na próxima quarta-feira, em Assunção, que garantirá uma vaga nas quartas de final.
Eliminado no Campeonato Carioca pelo Flamengo na disputa de pênaltis, nas semifinais da Taça Rio, o time ganhou uma folga merecida nesta sexta-feira. Mas os jogadores treinarão nas Laranjeiras sábado e domingo antes do embarque para o Paraguai na próxima segunda-feira.
O apagão que atrasou o começo da partida por mais de uma hora não esfriou o time do Fluminense. Pelo contrário, a equipe começou a partida de forma avassaladora e logo, aos três minutos, abriu o placar. Marquinho cobrou escanteio pela esquerda, Edinho resvalou para o meia da área e Rafael Moura cabeceou para fazer 1 a 0.
O gol não intimidou o time paraguaio. Apesar de continuar com maior volume de jogo, o Fluminense recuou e deu campo para o Libertad, que quase empatou aos 16 minutos. Aos 16, Roja recebeu de Bonet da direita e deu excelente passe para em profundidade para Samudio, o lateral-esquerdo avançou e chutou rente à trave esquerda de Ricardo Berna.
Aos 31, a jogada mais bonita do primeiro tempo. Edinho deu um chutão para frente que encontrou Fred. O capitão, com categoria, tabelou com Rafael Moura, tirou o goleiro da jogada, mas a bola correu demais e saiu pela linha de fundo.
Aos 42, o time carioca perdeu o lateral-esquerdo Júlio César, que deixou o campo machucado e foi substituído por Fernando Bob, já que Carlinhos, o titular da posição, segue se recuperando de contusão no tornozelo esquerdo.
Mas apesar do problema inesperado, aos 45, por pouco o Fluminense não chega ao segundo, outra vez com Fred. Mariano cruzou na cabeça de Rafael Moura, o atacante tocou para o atacante, que, na marca do pênalti, chutou para fora, à esquerda de Vargas.
As duas equipes voltaram sem modificações para a segunda etapa, mas o panorama mudou e o campeão paraguaio voltou melhor. Apesar de não levar perigo ao gol de Ricardo Berna, o Libertad tinha mais volume de jogo e encurralava o Fluminense no seu campo.
O gol parecia questão de tempo. E em outra bobeada da zaga e do goleiro Ricardo Berna, que mais uma vez ficou no meio do caminho, o time paraguaio empatou. Aos 16 minutos, Monet cruzou e Gamarra se antecipou para escorar de cabeça e deixar tudo igual. Aos, 27, quando a torcida começava a vaiar o time, principalmente após a saída de Fernando Bob, Marquinhos arriscou de fora da área e fez o segundo para devolver a tranqüilidade ao Fluminense.
O torcedor do Flu ainda comemorava o gol de Marquinhos, quando Conca, numa cobrança de falta que ele mesmo sofreu, ampliou dois minutos depois para delírio dos 25 mil torcedores que compareceram ao Engenhão.
Flu contraria a matemática mais uma vez e se classifica na Libertadores
"A verdade incontestável é que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As vitórias dos outros são simples, quase sem graça (...) As nossas são cardíacas. As dos outros são previsíveis, esquecidas ao apito do primeiro jogo do próximo campeonato, as nossas são inesquecíveis (...) Vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos". O texto do dramaturgo tricolor Nelson Rodrigues não poderia descrever melhor a classificação heroica do Fluminense na noite desta quarta-feira, no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, na Argentina.
O Tricolor correu, lutou e brigou, literalmente, até o fim pela sua classificação para as oitavas de final da Libertadores. E mais uma vez, mostrou que nada é impossível - inclusive ter um pênalti controverso marcado a seu favor, contra os donos da casa, no fim da partida. Em uma de suas melhores atuações no ano, o clube das Laranjeiras derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2 e avançou para as oitavas de final na segunda colocação do Grupo 3, com oito pontos ganhos. A nota triste foi a briga generalizada após a partida.
Contrariando a matemática outra vez, o time de guerreiros mantém vivo sonho de conquistar a América. Na outra partida do grupo, Nacional-URU e América-MEX empataram por 0 a 0 em Montevidéu. Agora, o Tricolor encara o Libertad-PAR, e o primeiro jogo será na próxima quarta-feira, dia 27, no Engenhão.
Mas o clube das Laranjeiras não terá muito tempo para festejar. No domingo, enfrenta o Flamengo, às 16h (de Brasília), no mesmo estádio, pela semifinal da Taça Rio.
A missão já era complicada. O Fluminense precisava vencer o Argentinos Juniors, fora de casa, e ainda torcer por uma derrota do Nacional-URU diante do América-MEX, em Montevidéu. Em caso de empate, o Tricolor teria de triunfar por dois gols para chegar às oitavas. Momentos antes da decisão, o afastamento de Emerson por indisciplina parecia ser o ponto final de uma participação apagada do atual campeão brasileiro na principal competição sul-americana. A torcida tricolor até xingou o atacante no momento em que o time entrou em campo. Mas ainda faltavam 90 minutos e, quando a bola rolou, os guerreiros mostraram que não desistiriam assim tão facilmente.
Com Rafael Moura formando o ataque titular com Fred, o Fluminense se postava bem no campo de defesa e sempre saía com perigo e objetividade para o ataque. Mais recuado, Valencia formava com Gum e Edinho uma linha de três zagueiros. O domínio do meio-campo dava ao Tricolor total controle sobre a partida. E as chances não demoraram a aparecer. Enquanto o Argentinos Junios só tinha finalizado uma vez ao gol de Ricardo Berna, o clube das Laranjeiras já tinha criado três oportunidades para marcar, com Rafael Moura, Conca, em cobrança de falta e Mariano. Na melhor chance, Fred acertou a trave direita.
Tentando se impor na base da violência, os donos da casa abusavam das faltas duras. Neste momento, um filme passava na cabeça dos cerca de 800 tricolores que foram até a Argentina para incentivar o time. Em Montevidéu, há duas semanas, diante do Nacional-URU, o Fluminense apresentou uma incrivel superioidade na etapa inicial. Mas saiu derrotado por 2 a 0. Dessa vez, porém, o gol saiu logo. Após linda jogada com Marquinho pela esquerda, Julio Cesar saiu na frente de Navarro e apenas deslocou o goleiro para abrir o placar: 1 a 0, aos 17 minutos.
A festa da torcida brasileira durou apenas oito minutos. Após cruzamento na área, Berna ficou com a bola, mas o juiz Wilmar Roldán marcou pênalti alegando que Gum agarrou Salcedo. O zagueiro do Fluminense não reclamou. Na cobrança, o próprio Salcedo deslocou o goleiro tricolor para empatar.
O jogo tinha a cara da Libertadores: brigado, corrido e muito catimbado. Ao tentar cobrar um lateral, Mariano foi atingido por algum objeto atirado pela torcida argentina. Enquanto o jogador reclamava com a arbitragem e demorava a reiniciar a partida, os torcedores do Argentinos Juniors, enlouquecidos, se penduravam na grande que fica a cerca de dois metros do gramado e o xingavam de tudo que era possível. Fred, então, tratou de dar mais motivos para os donos da casa ficarem nervosos. Aos 39, o artilheiro soltou a bomba em cobrança de falta da intermediária e contou com a falha de Navarro para deixar o Tricolor novamente em vantagem.
Em desvantagem, o time da casa partiu para o ataque. E até teve duas boas chances. No último lance da etapa, o baixinho Niell, de apenas 1,63m, que marcou dois gols de cabeça na partida no Engenhão, tentou uma bicicleta da entrada da área e acertou a trave de Berna. A vantagem de um gol ainda não era suficiente para classificar o Fluminense, já que, em Montevidéu, Nacional-URU e América-MEX empatavam por 0 a 0.
Pênalti, gol, briga e milagre
O time argentino voltou do vestiário mais ofensivo: Troglio tirou o zagueiro Tórren e colocou o atacante Oberman em campo. Mas quem teve a primeira chance foi o Fluminense: Fred ajeitou de peito para Marquinho dentro da área e o apoiador foi deslocado na hora do chute, que acabou defendido por Navarro. O árbitro mandou o jogo seguir e deu apenas escanteio. Mesmo melhor na partida, o Tricolor acabou castigado aos nove minutos. Oberman, que tinha acabado de entrar, aproveitou um rebote na entrada da área e chutou. A bola desviou em Valencia e matou Ricardo Berna, que nada pode fazer: 2 a 2.
O gol abateu o time tricolor. O Argentinos Juniors podiam não criar grandes chances, mas passaram a ter o domínio da partida. Nervoso, o Fluminense via o time da casa rondar sua área. Até que aos 22 minutos foi a vez da sorte mudar de lado. Marquinho cobrou escanteio, Valencia cabeceou e Navarro espalmou. A bola sobrou para Rafael Moura com o goleiro caído à sua frente: 3 a 2 no placar e esperança renovada.
Na área reservada aos visitantes, os tricolores começaram a cantar 'A benção João de Deus'. E Fred quase foi abençoado. Após cruzamento da direita, o camisa 9 ganhou no jogo de corpo e emendou um voleio para linda defesa de Navarro. Quando o cronômetro marcava 41 minutos, a partida entre Nacional-URU e América-MEX terminou empatada. Faltava uum só gol.
Mas João de Deus definitivamente estava na Argentina nesta quarta-feira. E ele viu Araújo lançar Edinho na área. O volante tentou driblar o goleiro Navarro e foi ao chão, em lance que o árbitro colombiano Wilmar Roldán interpretou como pênalti. Milagre. Fred pegou a bola. Chamou a responsabilidade. E não decepcionou a massa tricolor em Buenos Aires, no Rio e por todo o mundo. Com uma cobrança perfeita, no ângulo direito, ele decretou a classificação para as oitavas. Mais uma vez, o Fluminense contraria a matématica, pois avançou mesmo com apenas 8% de chances.
No fim, os argentinos mostraram que não sabem perder e partiram para a briga. A atitude contrariou a própria torcida, que aplaudiu a heroica classificação do Fluminense. Afinal, para o time de guerreiros, nada é impossível
O Tricolor correu, lutou e brigou, literalmente, até o fim pela sua classificação para as oitavas de final da Libertadores. E mais uma vez, mostrou que nada é impossível - inclusive ter um pênalti controverso marcado a seu favor, contra os donos da casa, no fim da partida. Em uma de suas melhores atuações no ano, o clube das Laranjeiras derrotou o Argentinos Juniors por 4 a 2 e avançou para as oitavas de final na segunda colocação do Grupo 3, com oito pontos ganhos. A nota triste foi a briga generalizada após a partida.
Contrariando a matemática outra vez, o time de guerreiros mantém vivo sonho de conquistar a América. Na outra partida do grupo, Nacional-URU e América-MEX empataram por 0 a 0 em Montevidéu. Agora, o Tricolor encara o Libertad-PAR, e o primeiro jogo será na próxima quarta-feira, dia 27, no Engenhão.
Mas o clube das Laranjeiras não terá muito tempo para festejar. No domingo, enfrenta o Flamengo, às 16h (de Brasília), no mesmo estádio, pela semifinal da Taça Rio.
A missão já era complicada. O Fluminense precisava vencer o Argentinos Juniors, fora de casa, e ainda torcer por uma derrota do Nacional-URU diante do América-MEX, em Montevidéu. Em caso de empate, o Tricolor teria de triunfar por dois gols para chegar às oitavas. Momentos antes da decisão, o afastamento de Emerson por indisciplina parecia ser o ponto final de uma participação apagada do atual campeão brasileiro na principal competição sul-americana. A torcida tricolor até xingou o atacante no momento em que o time entrou em campo. Mas ainda faltavam 90 minutos e, quando a bola rolou, os guerreiros mostraram que não desistiriam assim tão facilmente.
Com Rafael Moura formando o ataque titular com Fred, o Fluminense se postava bem no campo de defesa e sempre saía com perigo e objetividade para o ataque. Mais recuado, Valencia formava com Gum e Edinho uma linha de três zagueiros. O domínio do meio-campo dava ao Tricolor total controle sobre a partida. E as chances não demoraram a aparecer. Enquanto o Argentinos Junios só tinha finalizado uma vez ao gol de Ricardo Berna, o clube das Laranjeiras já tinha criado três oportunidades para marcar, com Rafael Moura, Conca, em cobrança de falta e Mariano. Na melhor chance, Fred acertou a trave direita.
Tentando se impor na base da violência, os donos da casa abusavam das faltas duras. Neste momento, um filme passava na cabeça dos cerca de 800 tricolores que foram até a Argentina para incentivar o time. Em Montevidéu, há duas semanas, diante do Nacional-URU, o Fluminense apresentou uma incrivel superioidade na etapa inicial. Mas saiu derrotado por 2 a 0. Dessa vez, porém, o gol saiu logo. Após linda jogada com Marquinho pela esquerda, Julio Cesar saiu na frente de Navarro e apenas deslocou o goleiro para abrir o placar: 1 a 0, aos 17 minutos.
A festa da torcida brasileira durou apenas oito minutos. Após cruzamento na área, Berna ficou com a bola, mas o juiz Wilmar Roldán marcou pênalti alegando que Gum agarrou Salcedo. O zagueiro do Fluminense não reclamou. Na cobrança, o próprio Salcedo deslocou o goleiro tricolor para empatar.
O jogo tinha a cara da Libertadores: brigado, corrido e muito catimbado. Ao tentar cobrar um lateral, Mariano foi atingido por algum objeto atirado pela torcida argentina. Enquanto o jogador reclamava com a arbitragem e demorava a reiniciar a partida, os torcedores do Argentinos Juniors, enlouquecidos, se penduravam na grande que fica a cerca de dois metros do gramado e o xingavam de tudo que era possível. Fred, então, tratou de dar mais motivos para os donos da casa ficarem nervosos. Aos 39, o artilheiro soltou a bomba em cobrança de falta da intermediária e contou com a falha de Navarro para deixar o Tricolor novamente em vantagem.
Em desvantagem, o time da casa partiu para o ataque. E até teve duas boas chances. No último lance da etapa, o baixinho Niell, de apenas 1,63m, que marcou dois gols de cabeça na partida no Engenhão, tentou uma bicicleta da entrada da área e acertou a trave de Berna. A vantagem de um gol ainda não era suficiente para classificar o Fluminense, já que, em Montevidéu, Nacional-URU e América-MEX empatavam por 0 a 0.
Pênalti, gol, briga e milagre
O time argentino voltou do vestiário mais ofensivo: Troglio tirou o zagueiro Tórren e colocou o atacante Oberman em campo. Mas quem teve a primeira chance foi o Fluminense: Fred ajeitou de peito para Marquinho dentro da área e o apoiador foi deslocado na hora do chute, que acabou defendido por Navarro. O árbitro mandou o jogo seguir e deu apenas escanteio. Mesmo melhor na partida, o Tricolor acabou castigado aos nove minutos. Oberman, que tinha acabado de entrar, aproveitou um rebote na entrada da área e chutou. A bola desviou em Valencia e matou Ricardo Berna, que nada pode fazer: 2 a 2.
O gol abateu o time tricolor. O Argentinos Juniors podiam não criar grandes chances, mas passaram a ter o domínio da partida. Nervoso, o Fluminense via o time da casa rondar sua área. Até que aos 22 minutos foi a vez da sorte mudar de lado. Marquinho cobrou escanteio, Valencia cabeceou e Navarro espalmou. A bola sobrou para Rafael Moura com o goleiro caído à sua frente: 3 a 2 no placar e esperança renovada.
Na área reservada aos visitantes, os tricolores começaram a cantar 'A benção João de Deus'. E Fred quase foi abençoado. Após cruzamento da direita, o camisa 9 ganhou no jogo de corpo e emendou um voleio para linda defesa de Navarro. Quando o cronômetro marcava 41 minutos, a partida entre Nacional-URU e América-MEX terminou empatada. Faltava uum só gol.
Mas João de Deus definitivamente estava na Argentina nesta quarta-feira. E ele viu Araújo lançar Edinho na área. O volante tentou driblar o goleiro Navarro e foi ao chão, em lance que o árbitro colombiano Wilmar Roldán interpretou como pênalti. Milagre. Fred pegou a bola. Chamou a responsabilidade. E não decepcionou a massa tricolor em Buenos Aires, no Rio e por todo o mundo. Com uma cobrança perfeita, no ângulo direito, ele decretou a classificação para as oitavas. Mais uma vez, o Fluminense contraria a matématica, pois avançou mesmo com apenas 8% de chances.
No fim, os argentinos mostraram que não sabem perder e partiram para a briga. A atitude contrariou a própria torcida, que aplaudiu a heroica classificação do Fluminense. Afinal, para o time de guerreiros, nada é impossível
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